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Brasil. Escolas públicas de SP não têm laboratório de ciências |
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| 20-11-2007 | |
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Publicado no Jornal da Ciência 19/11/2007
Ausência do espaço afeta 71% das unidades; para secretaria, sala de aula pode ser alternativa.A maioria das escolas públicas de São Paulo não tem laboratório de ciências. Levantamento feito pelo Jornal da Tarde com base nos dados do Censo Escolar do Ministério da Educação (MEC) mostra que 71% das 5,3 mil escolas estaduais não têm esse espaço. Na rede municipal da capital, a situação se repete: 72% das 463 escolas não têm locais para experiências na área de ciências.
As secretarias confirmam os dados e alegam que professores da área podem usar as salas de aula ou outros ambientes para desenvolver atividades. Entretanto, a construção de laboratórios em escolas é citada como prioridade no Plano Nacional de Educação, sancionado em 2001.
Nele, os laboratórios constam dos padrões mínimos nacionais de infra-estrutura para o ensino médio. As escolas deveriam ter cinco anos para construí-los. O prazo expirou há mais de um ano e a meta não foi alcançada. Segundo o representante da Unesco no Brasil, Vincent Defourny, o laboratório de ciências é ferramenta fundamental. “Mas antes é preciso que sejam dadas aos professores boas condições de trabalho e que seja oferecida capacitação para que ele consiga despertar o apetite para o aprendizado de ciências”, observa. “Não digo que os alunos não aprendam com o quadro negro, mas, se tivessem acesso ao laboratório, aprenderiam mais. No entanto, é preciso garantir que os laboratórios tenham material e que os professores sejam capacitados”, diz Mozart Ramos Neves, professor de química da Universidade Federal de Pernambuco. Já Luís Carlos de Menezes, professor de física da Universidade de São Paulo, diz que “de nada adianta o laboratório se for usado de forma burocrática.” Alternativas A Secretaria de Estado da Educação, por meio de nota, informa que “as novas formas de ensinar a disciplina possibilitam a interatividade com os estudantes, não apenas por meio de laboratórios”. Regina Lico Suzuki, diretora do departamento de orientação técnico da Secretaria Municipal da Educação, explica que os professores são orientados a despertar a curiosidade científica dos alunos tanto na sala de aula como a promover a motivação da observação. (O Estado de SP, 19/11) |
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